quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Documentário sobre Wikileaks - parte 1
Nesse documentário vocês saberão sobre as origens do idealizador Julian Assange, e os reais objetivos do maior site de divulgação sobre assuntos realmente sérios. O que a imprensa (vendida) não conseguiu fazer em mais de 100 anos, o wikileaks faz em uma década.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Incidente em Yellowstone

Este insólito incidente ocorreu cinco dias após o famoso Caso Roswell. No dia 07 de julho de 1947, um avião bimotor P-38 voava a cerca de 10.000 metros de altitude sobre o Parque Nacional de Yellowstone, sob comando do tenente Vernon Baird. O avião P-38 tinha sido convertido em um avião de reconhecimento fotográfico e, naquele momento, atuava por conta do Serviço Fotográfico do Corpo Militar de Engenheiros. As condições atmosféricas eram excelentes, com um céu azul, sem nuvens, completamente limpo e excepcionalmente ótimo para navegação aérea.
De repente, o operador fotográfico observou um estranho objeto no céu. "Uma coisa..." – como ele mesmo descreveu posteriormente – "... dessas que tanto falam os jornais" (referindo-se aos discos voadores). Chamou atentamente a atenção do piloto com gritos como "Ali estão! Eles vêm vindo agora!". A primeira reação foi pensar num ataque militar surpresa similar ao de Pearl Harbour. Afinal, não fazia muito tempo que a guerra tinha acabado e Pearl Harbour ainda era um pesadelo bastante vivo entre os americanos. Mas, quando o tenente voltou para responder ao fotógrafo, observou um objeto com uma forma muito peculiar. Parecia uma espécie de ostra gigante metálica.
Assustados e limitando-se a cumprir as ordens do alto comando pelo rádio, o avião disparou rajadas de projéteis com suas metralhadoras. Os tripulantes do P-38 viram o objeto se partir em dois, como uma ostra, diante do impacto das rajadas. Logo em seguida, o UFO começou descer vertiginosamente e as suas duas partes danificadas batiam fortemente uma contra a outra. Neste momento, o tenente viu pela primeira vez que voavam sobre uma formação de pelo menos doze naves similares a que foi atingida. A formação se dispersou diante do ataque do P-38.
Para a tripulação do P-38 não existia a menor dúvida de que se encontrava diante de aparelhos metálicos. "Pareciam feitos de alumínio", declarou posteriormente o tenente Vernon Baird. Na parte superior do UFO havia uma espécie de cabine ou cápsula esférica transparente. A cor da superfície do objeto parecia ser de alguma tonalidade próxima a pérola-cinza.
Mas o aspecto inusitado é que todos viram o objeto ser atingido, se partir e cair rapidamente na direção do chão – o que ocorreu entre Blena e a Cordilheira do Range, no estado de Montana, sobre o Parque Nacional de Yellowstone. No entanto, toda a área foi inspecionada acuradamente e nenhum vestígio do suposto UFO abatido foi encontrado – pelo menos é o que foi informado oficialmente através da imprensa...
TODOS OS CREDITOS DE FOTOS E DO TEXTO PERTECEM A : http//www.infa.com.br
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Destino da Terra - 1 de 10
Destino da Terra [Out of the Blue] é uma produção de 95 minutos que contém informações e imagens surpreendentes, fornecidas por cientistas, astronautas, militares, pilotos, agentes secretos e até políticos. Nunca um documentário ufológico contou com tantas personalidades. Você verá os presidentes dos EUA Jimmy Carter, Gerald Ford, Bill Clinton e Ronald Reagan fazerem impressionantes declarações, raramente veiculadas antes. Narrado por Peter Coyote, o documentário mostra os astronautas Edgar Mitchell e Gordon Cooper descrevendo ocorrências com UFOs na Terra e no espaço, e o cosmonauta Pavel Popovich relatando o avistamento de um disco voador durante o vôo da estação espacial Mir.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Alienígena enterrado em Aurora - parte 1
Em 17 de abril de 1897 a população do município de Aurora, Texas, ao olhar para o céu observam algo que nunca haviam visualizado, uma nave alienígena que caiu próximo ao município deixando um alienígena morto que posteriormente foi enterrado no cemitério daquela cidade. Um dos casos mais intrigantes da ufologia moderna. Para os que não sabem, avistamentos de ovnis foram frequentes observados na idade média e na época das grandes navegações, onde Cristóvão Colombo relata diversos avistamentos em seu diário de navegação.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Acobertamento de Óvnis - parte 1
Documentário mostra a famosa batalha de Los Angeles, em 1942, onde o exército americano tentou interceptar os óvnis utilzando todo o arsenal bélico disponível na época.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Exército americano mostra evidências de óvnis - parte 1 de 5
As evidências foram mostradas no programa do entrevistador Larry King. Imagens foram feitas no dia em que óvnis invadiram a cidade de Phonex, E.U.A. Filmagens, fotos e depoimentos dos militares são mostrados na entrevista. Excelente matéria.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Codex alimentarius - parte 1 de 5
Saiba como tudo foi planejado para reduzir a população mundial por intermédio de alimentos e líquidos contaminados.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Homens das máscaras de chumbo Parte 1 de 5
Dois homens foram encontrados mortos sob circunstâncias suspeitas no Rio de Janeiro. Além das máscaras de chumbo não havia sinal de agressão por arma bélica ou branca. Até o momento o caso continua sem solução. Suspeita-se que as mortes tenham envolvimento com ovnis.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Implantes alienígenas - parte 1 de 7
Documentário mostra por intermédio de operação (retirada do objeto) e análises científicas em laboratórios, implantes em humanos que são de origens desconhecidas.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Entenda porque ainda somos escravos - parte 2 de 16
A primeira parte do documentário é impossível de transferir, os arquivos incorporados foram escondidos, mas a primeira parte do documentário dá para assistir pelo youtube, basta vc escrever: series de videos para acordar vc para a verdade
Documentário sobre crop cricles - parte 1 de 5
Mensagens deixadas por supostos alienígenas em plantações ao redor do mundo.
sábado, 17 de julho de 2010
Ahmadineyad, tirano ou santo?
Presidente do Irã recebe visita de judeus antisionistas, que desmascaram o nazismo cometido por políticos em Israel. Reunião que nunca foi divulgada na imprensa tradicional (manipulada).
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Abdução de Giovanna - 1 parte
Além de ser abduzida diversas vezes, Giovanna mostra no documentário fotos e filmagens de naves e alienígenas. Também são mostrados no documentário a imagem de um suposto feto hibrido que a mulher teria abortado.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Documentário sobre os Illuminatis parte 3
Nesse documentário é ralatado com riqueza de detalhe a reunião no rancho Bhoemian groove, localizado no norte da califórnia (Estados Unidos), onde todos os ex-presidentes americanos vivos realizam ritual ao deus Moloch - que é representado por uma coruja.
Documentário sobre os Illuminatis
Pessoal, essa é a primeira parte do documentário, a cada dia vou publicando o restante.
domingo, 4 de julho de 2010
Prazeres de João
Parecia que uma gigantesca neblina havia tomado conta do lugar. Enquanto alguns ébrios fumavam seus cigarros falsificados e ingeriam uísque de forma desenfreada ao conversar com prostitutas, uma dupla sertaneja, de início de carreira, perdia a voz ao tentar impressionar aqueles homens gordos, barbudos, exalando a sovaco mal lavado, numa tórrida madrugada de verão.
A cerveja derramada em todo o chão do local fazia a sola do sapato ficar mais pegajosa e lembrava João (que era novato na área) sua infância junto à mãe - gerente de prostíbulo de beira de estrada por quase 20 anos.
Dona Matilde, mãe solteira, e conhecida pelos colegas de infância de João como a “tia do puteiro” tinha o hábito de colocar cerveja na mamadeira do filho; e o fazia beber até vomitar. Não era o que podemos chamar de “mãe convencional”.
Estimulado por Matilde, aos 13 anos já era viciado em álcool, cigarro, cocaína e sexo. Não que os vícios do filho tinham sido planejados pela matriarca, todavia, no auge dos oito anos, a cada garrafa de cerveja que o rapaz virava num só gole, tinha direito a uma noite com qualquer “funcionária” do estabelecimento.
Enquanto a dupla sertaneja quase desfalecia de tanto gritar e as frenéticas gargalhadas atormentavam João, mais recordações lhe soltaram à mente. Ele começa a entender porque está ali.
Aos 15 anos trocara o sexo por drogas, bebidas e passara boa parte da juventude em clínicas de recuperação mantidas pelo Estado. Aos 28 anos, casa-se com Cheila, “mulher admirável”.
Ela com 18 anos casa-se com João na esperança de uma vida melhor. Retirante nordestina e de aparência amarronzada, encontrou nos braços do gerente de banco, uma vida economicamente segura.
Todavia, a retirante não esperava que o jovem marido pudesse ser sexualmente impotente – detalhe que João ocultara antes do casamento, concebido sem direito a “pré-aquecimento” até o momento da troca de alianças.
Era o terceiro dia de casados e embora João - que tomava todos os remédios existentes com a promessa de aumentar o estímulo sexual - não tivesse conseguido copular até o presente momento, acreditava no amor. Ele era uma espécie de “romântico às avessas”.
Ao retornar à consciência, sentado numa mesa próxima ao banheiro, ouve “gemidos” que lhe causam certos remorsos.
- Transei com centenas de mulheres desde que me conheço por gente e agora não consigo afogar o ganso com a minha esposa! Esbraveja o sujeito ao deixar o turbilhão de pensamentos escaparem-lhe pelas cordas vocais.
Após a confissão acende um cigarro, dá um bom gole no uísque e um tiro na cabeça.
Artur Zingano Jr.
A cerveja derramada em todo o chão do local fazia a sola do sapato ficar mais pegajosa e lembrava João (que era novato na área) sua infância junto à mãe - gerente de prostíbulo de beira de estrada por quase 20 anos.
Dona Matilde, mãe solteira, e conhecida pelos colegas de infância de João como a “tia do puteiro” tinha o hábito de colocar cerveja na mamadeira do filho; e o fazia beber até vomitar. Não era o que podemos chamar de “mãe convencional”.
Estimulado por Matilde, aos 13 anos já era viciado em álcool, cigarro, cocaína e sexo. Não que os vícios do filho tinham sido planejados pela matriarca, todavia, no auge dos oito anos, a cada garrafa de cerveja que o rapaz virava num só gole, tinha direito a uma noite com qualquer “funcionária” do estabelecimento.
Enquanto a dupla sertaneja quase desfalecia de tanto gritar e as frenéticas gargalhadas atormentavam João, mais recordações lhe soltaram à mente. Ele começa a entender porque está ali.
Aos 15 anos trocara o sexo por drogas, bebidas e passara boa parte da juventude em clínicas de recuperação mantidas pelo Estado. Aos 28 anos, casa-se com Cheila, “mulher admirável”.
Ela com 18 anos casa-se com João na esperança de uma vida melhor. Retirante nordestina e de aparência amarronzada, encontrou nos braços do gerente de banco, uma vida economicamente segura.
Todavia, a retirante não esperava que o jovem marido pudesse ser sexualmente impotente – detalhe que João ocultara antes do casamento, concebido sem direito a “pré-aquecimento” até o momento da troca de alianças.
Era o terceiro dia de casados e embora João - que tomava todos os remédios existentes com a promessa de aumentar o estímulo sexual - não tivesse conseguido copular até o presente momento, acreditava no amor. Ele era uma espécie de “romântico às avessas”.
Ao retornar à consciência, sentado numa mesa próxima ao banheiro, ouve “gemidos” que lhe causam certos remorsos.
- Transei com centenas de mulheres desde que me conheço por gente e agora não consigo afogar o ganso com a minha esposa! Esbraveja o sujeito ao deixar o turbilhão de pensamentos escaparem-lhe pelas cordas vocais.
Após a confissão acende um cigarro, dá um bom gole no uísque e um tiro na cabeça.
Artur Zingano Jr.
O escuro de João
O escuro de João
Tudo escuro. Simplesmente não existia nada, com exceção da voz de João, que ecoava como se estivesse numa caverna. Confuso, o rapaz tenta sentir seu corpo, mas não havia nada.
Ele não sabia exatamente o que acontecera.
Em sua última lembrança, João estava deitado na cama e antes de dormir havia visualizado o relógio de cabeceira, que marcava 3h em ponto.
Atormentado pelo fato de não existir e ao mesmo tempo escutar seus pensamentos em voz alta, João acredita estar sonhando de forma consciente. Ele resolve interagir.
- Já que é um sonho, vou esperar algo acontecer, vai vê eu morri e vou me encontrar com o criador - Pensa, empolgado com a idéia de visualizar deus numa espécie de “soneca consciente”.
Então, João ficou ali, à espera de deus, ouvindo apenas o eco de sua voz, pelo que parecia ser um longo período de tempo.
Esperou, esperou e nada de enxergar deus sentado numa grande poltrona de ouro, ao lado de dois dos seus melhores anjos da guarda - bancando os seguranças caso o réu tenha algum problema com a sentença divina.
Impaciente, começou a esbravejar palavrões impronunciáveis contra o todo poderoso. Tudo na expectativa de pelo menos encontrar o diabo, armado com o tridente, pés de cabra, olhos de bode e chifres de boi, para trocar algumas palavrinhas.
Nada aconteceu. Ele não conseguiu nem vislumbrar aquele lugar quente, onde há pessoas gritando peladas no meio da lama ao lado de rios de fogo exalando o inebriante fedor do enxofre ao som das malévolas trombetas infernais anunciando a presença do Cão. Literalmente João se dá conta de que está perdido num sonho maluco. De repente tudo começa a ficar perturbador. Ele observa que não consegue sentir fome, sede, fadiga, tédio, absolutamente nada.
Algo acontece. Uma coceira de enlouquecer toma conta de suas costas, mas não existe corpo para coçar. Desesperado, João tenta acordar, de repente, um barulho ensurdecedor de algo que se assemelha ao som de uma furadeira lhe parece explodir os tímpanos.
- Pobre rapaz, tão jovem e morreu dormindo. Escuta o jovem cadáver, apavorado e sem saber de onde vem a voz diferente.
- Vamos doutora, abra logo o crânio dele, para darmos o laudo do acidente vascular cerebral à família.
O barulho começa a ficar ensurdecedor, enquanto João (que apenas consegue ouvir) grita para que desliguem o aparelho. Ele queria que o escutassem, assim saberiam que estava vivo. Mas ninguém o escutou.
Então, após um longo tempo, João começa a se acostumar a não existir, ou melhor, a ser apenas uma voz, literalmente na escuridão.
Artur Zingano Jr.
Tudo escuro. Simplesmente não existia nada, com exceção da voz de João, que ecoava como se estivesse numa caverna. Confuso, o rapaz tenta sentir seu corpo, mas não havia nada.
Ele não sabia exatamente o que acontecera.
Em sua última lembrança, João estava deitado na cama e antes de dormir havia visualizado o relógio de cabeceira, que marcava 3h em ponto.
Atormentado pelo fato de não existir e ao mesmo tempo escutar seus pensamentos em voz alta, João acredita estar sonhando de forma consciente. Ele resolve interagir.
- Já que é um sonho, vou esperar algo acontecer, vai vê eu morri e vou me encontrar com o criador - Pensa, empolgado com a idéia de visualizar deus numa espécie de “soneca consciente”.
Então, João ficou ali, à espera de deus, ouvindo apenas o eco de sua voz, pelo que parecia ser um longo período de tempo.
Esperou, esperou e nada de enxergar deus sentado numa grande poltrona de ouro, ao lado de dois dos seus melhores anjos da guarda - bancando os seguranças caso o réu tenha algum problema com a sentença divina.
Impaciente, começou a esbravejar palavrões impronunciáveis contra o todo poderoso. Tudo na expectativa de pelo menos encontrar o diabo, armado com o tridente, pés de cabra, olhos de bode e chifres de boi, para trocar algumas palavrinhas.
Nada aconteceu. Ele não conseguiu nem vislumbrar aquele lugar quente, onde há pessoas gritando peladas no meio da lama ao lado de rios de fogo exalando o inebriante fedor do enxofre ao som das malévolas trombetas infernais anunciando a presença do Cão. Literalmente João se dá conta de que está perdido num sonho maluco. De repente tudo começa a ficar perturbador. Ele observa que não consegue sentir fome, sede, fadiga, tédio, absolutamente nada.
Algo acontece. Uma coceira de enlouquecer toma conta de suas costas, mas não existe corpo para coçar. Desesperado, João tenta acordar, de repente, um barulho ensurdecedor de algo que se assemelha ao som de uma furadeira lhe parece explodir os tímpanos.
- Pobre rapaz, tão jovem e morreu dormindo. Escuta o jovem cadáver, apavorado e sem saber de onde vem a voz diferente.
- Vamos doutora, abra logo o crânio dele, para darmos o laudo do acidente vascular cerebral à família.
O barulho começa a ficar ensurdecedor, enquanto João (que apenas consegue ouvir) grita para que desliguem o aparelho. Ele queria que o escutassem, assim saberiam que estava vivo. Mas ninguém o escutou.
Então, após um longo tempo, João começa a se acostumar a não existir, ou melhor, a ser apenas uma voz, literalmente na escuridão.
Artur Zingano Jr.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Diário de um morto
Tudo escuro. Simplesmente não há nada aqui, com exceção da minha voz, que ecoa como se eu estivesse numa caverna. Ouço minha voz, tento tocar meu corpo, mas não existe corpo.
Sabe aquela história de deus sentado numa grande poltrona de ouro e a seu lado dois dos seus melhores anjos, bancando os seguranças caso o réu tenha algum problema com a sentença divina? Não existe.
Também não vi o diabo, armado com seu tridente, pés de cabra, olhos de bode e chifres de boi. Não há nenhum lugar quente, pessoas gritando, rios de fogo, o fedor do enxofre, as trombetas do inferno. Só a minha voz, que nem mesmo eu sei de onde vem.
Tudo começa a ficar perturbador, não sinto fome, sede, fadiga, não sinto nada, nem tédio, porque não existe nada. Estou cego e anestesiado.
Superado esse problema - após um longo tempo-, comecei a me acostumar a não existir, ou melhor, a ser apenas uma voz, literalmente na escuridão.
Sabe aquela história de deus sentado numa grande poltrona de ouro e a seu lado dois dos seus melhores anjos, bancando os seguranças caso o réu tenha algum problema com a sentença divina? Não existe.
Também não vi o diabo, armado com seu tridente, pés de cabra, olhos de bode e chifres de boi. Não há nenhum lugar quente, pessoas gritando, rios de fogo, o fedor do enxofre, as trombetas do inferno. Só a minha voz, que nem mesmo eu sei de onde vem.
Tudo começa a ficar perturbador, não sinto fome, sede, fadiga, não sinto nada, nem tédio, porque não existe nada. Estou cego e anestesiado.
Superado esse problema - após um longo tempo-, comecei a me acostumar a não existir, ou melhor, a ser apenas uma voz, literalmente na escuridão.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Vazio
Ouço constantemente pessoas julgando outras pessoas, descrevendo qualidades sobre si mesmas, das quais, muitas usam o subterfúgio dessa condição humana como defeito benéfico, do tipo: sou sincero, mas isso às vezes me prejudica.
Desde o tempo em que existo – há 27 anos respirando o mesmo oxigênio - encontrei indivíduos de todas as espécies, e, na verdade, nunca consegui observar diferença entre todos os seres que transitam e defecam pelo planeta.
As pessoas traçam metas, planejam um futuro que talvez nunca virá e se embriagam de ilusão, criando deuses, castigos e recompensas. Provavelmente esses são os fatores que guiam os indivíduos que por aqui habitam.
Desde o momento em que comecei a respirar, supostas mudanças ocorreram e ocorrem diariamente pelo mundo, mas o ar continua o mesmo. Uns dizem que ele está mais poluído, outros dizem que em determinados locais ele é mais puro, mas ele sempre será formado pelas mesmas moléculas.
Interagindo com as pessoas, deparei-me com sujeitos de diversas espécies: idiotas, intelectuais e céticos. Esses são os piores. Não me refiro ao fato de não acreditarem em deus ou qualquer outro tipo de misticismo; esse tipo de crença é impossível de provar. Refiro-me aos céticos que desconhecem a própria existência. Eles traçam metas, planejam empregos enfadonhos, casam-se com mulheres fúteis e levam suas vidinhas monótonas e enjoadas para o túmulo, restando apenas o relicário como prova de suas vidas pífias e um saboroso banquete para os vermes.
Artur Zingano Jr.
Desde o tempo em que existo – há 27 anos respirando o mesmo oxigênio - encontrei indivíduos de todas as espécies, e, na verdade, nunca consegui observar diferença entre todos os seres que transitam e defecam pelo planeta.
As pessoas traçam metas, planejam um futuro que talvez nunca virá e se embriagam de ilusão, criando deuses, castigos e recompensas. Provavelmente esses são os fatores que guiam os indivíduos que por aqui habitam.
Desde o momento em que comecei a respirar, supostas mudanças ocorreram e ocorrem diariamente pelo mundo, mas o ar continua o mesmo. Uns dizem que ele está mais poluído, outros dizem que em determinados locais ele é mais puro, mas ele sempre será formado pelas mesmas moléculas.
Interagindo com as pessoas, deparei-me com sujeitos de diversas espécies: idiotas, intelectuais e céticos. Esses são os piores. Não me refiro ao fato de não acreditarem em deus ou qualquer outro tipo de misticismo; esse tipo de crença é impossível de provar. Refiro-me aos céticos que desconhecem a própria existência. Eles traçam metas, planejam empregos enfadonhos, casam-se com mulheres fúteis e levam suas vidinhas monótonas e enjoadas para o túmulo, restando apenas o relicário como prova de suas vidas pífias e um saboroso banquete para os vermes.
Artur Zingano Jr.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Existo, logo não faço sentido
Da minha existência carrego o fardo de uma vida ébria
pensamentos aleijados que não se conseguem fazer valer
Da minha existência carrego a frustração de nunca ter me frustrado
a cegueira que anestesia a percepção de uma vida pífia
Da minha existência carrego a lamentação de algo que nunca virá
Estuprando pensamentos indefesos digo: isso nunca acontecerá...
Da minha existência levo cicatrizes que nunca percebi
diálogos sem fins que sempre chegaram a nada
Da minha existência observo que nunca existi
como num sonho apenas estive ali...
Artur Zingano Jr.
pensamentos aleijados que não se conseguem fazer valer
Da minha existência carrego a frustração de nunca ter me frustrado
a cegueira que anestesia a percepção de uma vida pífia
Da minha existência carrego a lamentação de algo que nunca virá
Estuprando pensamentos indefesos digo: isso nunca acontecerá...
Da minha existência levo cicatrizes que nunca percebi
diálogos sem fins que sempre chegaram a nada
Da minha existência observo que nunca existi
como num sonho apenas estive ali...
Artur Zingano Jr.
Nunca
Nunca fiz planos para vida ou busquei algum objetivo
Nunca fui à procura de um amor
Nunca gostei de pessoas excessivamente felizes ou tristes
Nunca almejei ser reconhecido ou apenas um medíocre
Nunca acreditei em governos ou em rebeldes
Nunca respeitei fanáticos ou céticos
Nunca acreditei em deus ou no diabo
Na sorte ou no azar
Nunca gostei de dar esmolas ou pedir favores
Nunca procurei algo que não estivesse ao meu alcance
Simplesmente existo.
Artur Zingano Jr.
Nunca fui à procura de um amor
Nunca gostei de pessoas excessivamente felizes ou tristes
Nunca almejei ser reconhecido ou apenas um medíocre
Nunca acreditei em governos ou em rebeldes
Nunca respeitei fanáticos ou céticos
Nunca acreditei em deus ou no diabo
Na sorte ou no azar
Nunca gostei de dar esmolas ou pedir favores
Nunca procurei algo que não estivesse ao meu alcance
Simplesmente existo.
Artur Zingano Jr.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Mensagem aos sobreviventes
Pertenci a uma época onde o individualismo era exaltado, encorajado, alimentado... Recordo que procurava sempre obter o melhor para mim, somente para mim. Mas não era o único, me ensinaram a ser assim, e dessa forma sucessivamente todos que aqui habitavam mantinham o mesmo pensamento: “Quero o melhor para mim”.
Recordo que batalhávamos para alcançar desejos desnecessários, amores superficiais, falsas preocupações, empregos enfadonhos. Pensávamos ser únicos no universo.
Existiam aqueles que combatiam a guerra, mas guerreavam pela paz, eles não eram diferentes, todos éramos egoístas.
Lembro que ignorávamos o planeta em que vivíamos substituindo árvores por concreto, mares por piscinas artificiais, relacionamentos por romances no computador e o conhecimento por uma caixa quadrada que intitulávamos televisão.
Houve um tempo em que todos nós ficamos apreensivos com as bruscas mudanças da natureza, então inventamos diversas reuniões com os líderes tribais de cada nação. Mas os líderes não se importavam com suas tribos, porque nem as tribos se importavam com seus íntimos.
Decididos a evoluir sozinhos, as milhares de tribos espalhadas pelo planeta iniciaram batalhas em todas as partes da Terra com objetivo de conseguir o melhor para si, somente para si.
Então... num dia quente de verão, enquanto as tribos guerreavam, o planeta terra “espirrou” aniquilando qualquer batalha tribal. A natureza voltou a viver em harmonia.
Artur Zingano Jr.
Recordo que batalhávamos para alcançar desejos desnecessários, amores superficiais, falsas preocupações, empregos enfadonhos. Pensávamos ser únicos no universo.
Existiam aqueles que combatiam a guerra, mas guerreavam pela paz, eles não eram diferentes, todos éramos egoístas.
Lembro que ignorávamos o planeta em que vivíamos substituindo árvores por concreto, mares por piscinas artificiais, relacionamentos por romances no computador e o conhecimento por uma caixa quadrada que intitulávamos televisão.
Houve um tempo em que todos nós ficamos apreensivos com as bruscas mudanças da natureza, então inventamos diversas reuniões com os líderes tribais de cada nação. Mas os líderes não se importavam com suas tribos, porque nem as tribos se importavam com seus íntimos.
Decididos a evoluir sozinhos, as milhares de tribos espalhadas pelo planeta iniciaram batalhas em todas as partes da Terra com objetivo de conseguir o melhor para si, somente para si.
Então... num dia quente de verão, enquanto as tribos guerreavam, o planeta terra “espirrou” aniquilando qualquer batalha tribal. A natureza voltou a viver em harmonia.
Artur Zingano Jr.
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