sexta-feira, 30 de julho de 2010
Acobertamento de Óvnis - parte 1
Documentário mostra a famosa batalha de Los Angeles, em 1942, onde o exército americano tentou interceptar os óvnis utilzando todo o arsenal bélico disponível na época.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Exército americano mostra evidências de óvnis - parte 1 de 5
As evidências foram mostradas no programa do entrevistador Larry King. Imagens foram feitas no dia em que óvnis invadiram a cidade de Phonex, E.U.A. Filmagens, fotos e depoimentos dos militares são mostrados na entrevista. Excelente matéria.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Codex alimentarius - parte 1 de 5
Saiba como tudo foi planejado para reduzir a população mundial por intermédio de alimentos e líquidos contaminados.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Homens das máscaras de chumbo Parte 1 de 5
Dois homens foram encontrados mortos sob circunstâncias suspeitas no Rio de Janeiro. Além das máscaras de chumbo não havia sinal de agressão por arma bélica ou branca. Até o momento o caso continua sem solução. Suspeita-se que as mortes tenham envolvimento com ovnis.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Implantes alienígenas - parte 1 de 7
Documentário mostra por intermédio de operação (retirada do objeto) e análises científicas em laboratórios, implantes em humanos que são de origens desconhecidas.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Entenda porque ainda somos escravos - parte 2 de 16
A primeira parte do documentário é impossível de transferir, os arquivos incorporados foram escondidos, mas a primeira parte do documentário dá para assistir pelo youtube, basta vc escrever: series de videos para acordar vc para a verdade
Documentário sobre crop cricles - parte 1 de 5
Mensagens deixadas por supostos alienígenas em plantações ao redor do mundo.
sábado, 17 de julho de 2010
Ahmadineyad, tirano ou santo?
Presidente do Irã recebe visita de judeus antisionistas, que desmascaram o nazismo cometido por políticos em Israel. Reunião que nunca foi divulgada na imprensa tradicional (manipulada).
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Abdução de Giovanna - 1 parte
Além de ser abduzida diversas vezes, Giovanna mostra no documentário fotos e filmagens de naves e alienígenas. Também são mostrados no documentário a imagem de um suposto feto hibrido que a mulher teria abortado.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Documentário sobre os Illuminatis parte 3
Nesse documentário é ralatado com riqueza de detalhe a reunião no rancho Bhoemian groove, localizado no norte da califórnia (Estados Unidos), onde todos os ex-presidentes americanos vivos realizam ritual ao deus Moloch - que é representado por uma coruja.
Documentário sobre os Illuminatis
Pessoal, essa é a primeira parte do documentário, a cada dia vou publicando o restante.
domingo, 4 de julho de 2010
Prazeres de João
Parecia que uma gigantesca neblina havia tomado conta do lugar. Enquanto alguns ébrios fumavam seus cigarros falsificados e ingeriam uísque de forma desenfreada ao conversar com prostitutas, uma dupla sertaneja, de início de carreira, perdia a voz ao tentar impressionar aqueles homens gordos, barbudos, exalando a sovaco mal lavado, numa tórrida madrugada de verão.
A cerveja derramada em todo o chão do local fazia a sola do sapato ficar mais pegajosa e lembrava João (que era novato na área) sua infância junto à mãe - gerente de prostíbulo de beira de estrada por quase 20 anos.
Dona Matilde, mãe solteira, e conhecida pelos colegas de infância de João como a “tia do puteiro” tinha o hábito de colocar cerveja na mamadeira do filho; e o fazia beber até vomitar. Não era o que podemos chamar de “mãe convencional”.
Estimulado por Matilde, aos 13 anos já era viciado em álcool, cigarro, cocaína e sexo. Não que os vícios do filho tinham sido planejados pela matriarca, todavia, no auge dos oito anos, a cada garrafa de cerveja que o rapaz virava num só gole, tinha direito a uma noite com qualquer “funcionária” do estabelecimento.
Enquanto a dupla sertaneja quase desfalecia de tanto gritar e as frenéticas gargalhadas atormentavam João, mais recordações lhe soltaram à mente. Ele começa a entender porque está ali.
Aos 15 anos trocara o sexo por drogas, bebidas e passara boa parte da juventude em clínicas de recuperação mantidas pelo Estado. Aos 28 anos, casa-se com Cheila, “mulher admirável”.
Ela com 18 anos casa-se com João na esperança de uma vida melhor. Retirante nordestina e de aparência amarronzada, encontrou nos braços do gerente de banco, uma vida economicamente segura.
Todavia, a retirante não esperava que o jovem marido pudesse ser sexualmente impotente – detalhe que João ocultara antes do casamento, concebido sem direito a “pré-aquecimento” até o momento da troca de alianças.
Era o terceiro dia de casados e embora João - que tomava todos os remédios existentes com a promessa de aumentar o estímulo sexual - não tivesse conseguido copular até o presente momento, acreditava no amor. Ele era uma espécie de “romântico às avessas”.
Ao retornar à consciência, sentado numa mesa próxima ao banheiro, ouve “gemidos” que lhe causam certos remorsos.
- Transei com centenas de mulheres desde que me conheço por gente e agora não consigo afogar o ganso com a minha esposa! Esbraveja o sujeito ao deixar o turbilhão de pensamentos escaparem-lhe pelas cordas vocais.
Após a confissão acende um cigarro, dá um bom gole no uísque e um tiro na cabeça.
Artur Zingano Jr.
A cerveja derramada em todo o chão do local fazia a sola do sapato ficar mais pegajosa e lembrava João (que era novato na área) sua infância junto à mãe - gerente de prostíbulo de beira de estrada por quase 20 anos.
Dona Matilde, mãe solteira, e conhecida pelos colegas de infância de João como a “tia do puteiro” tinha o hábito de colocar cerveja na mamadeira do filho; e o fazia beber até vomitar. Não era o que podemos chamar de “mãe convencional”.
Estimulado por Matilde, aos 13 anos já era viciado em álcool, cigarro, cocaína e sexo. Não que os vícios do filho tinham sido planejados pela matriarca, todavia, no auge dos oito anos, a cada garrafa de cerveja que o rapaz virava num só gole, tinha direito a uma noite com qualquer “funcionária” do estabelecimento.
Enquanto a dupla sertaneja quase desfalecia de tanto gritar e as frenéticas gargalhadas atormentavam João, mais recordações lhe soltaram à mente. Ele começa a entender porque está ali.
Aos 15 anos trocara o sexo por drogas, bebidas e passara boa parte da juventude em clínicas de recuperação mantidas pelo Estado. Aos 28 anos, casa-se com Cheila, “mulher admirável”.
Ela com 18 anos casa-se com João na esperança de uma vida melhor. Retirante nordestina e de aparência amarronzada, encontrou nos braços do gerente de banco, uma vida economicamente segura.
Todavia, a retirante não esperava que o jovem marido pudesse ser sexualmente impotente – detalhe que João ocultara antes do casamento, concebido sem direito a “pré-aquecimento” até o momento da troca de alianças.
Era o terceiro dia de casados e embora João - que tomava todos os remédios existentes com a promessa de aumentar o estímulo sexual - não tivesse conseguido copular até o presente momento, acreditava no amor. Ele era uma espécie de “romântico às avessas”.
Ao retornar à consciência, sentado numa mesa próxima ao banheiro, ouve “gemidos” que lhe causam certos remorsos.
- Transei com centenas de mulheres desde que me conheço por gente e agora não consigo afogar o ganso com a minha esposa! Esbraveja o sujeito ao deixar o turbilhão de pensamentos escaparem-lhe pelas cordas vocais.
Após a confissão acende um cigarro, dá um bom gole no uísque e um tiro na cabeça.
Artur Zingano Jr.
O escuro de João
O escuro de João
Tudo escuro. Simplesmente não existia nada, com exceção da voz de João, que ecoava como se estivesse numa caverna. Confuso, o rapaz tenta sentir seu corpo, mas não havia nada.
Ele não sabia exatamente o que acontecera.
Em sua última lembrança, João estava deitado na cama e antes de dormir havia visualizado o relógio de cabeceira, que marcava 3h em ponto.
Atormentado pelo fato de não existir e ao mesmo tempo escutar seus pensamentos em voz alta, João acredita estar sonhando de forma consciente. Ele resolve interagir.
- Já que é um sonho, vou esperar algo acontecer, vai vê eu morri e vou me encontrar com o criador - Pensa, empolgado com a idéia de visualizar deus numa espécie de “soneca consciente”.
Então, João ficou ali, à espera de deus, ouvindo apenas o eco de sua voz, pelo que parecia ser um longo período de tempo.
Esperou, esperou e nada de enxergar deus sentado numa grande poltrona de ouro, ao lado de dois dos seus melhores anjos da guarda - bancando os seguranças caso o réu tenha algum problema com a sentença divina.
Impaciente, começou a esbravejar palavrões impronunciáveis contra o todo poderoso. Tudo na expectativa de pelo menos encontrar o diabo, armado com o tridente, pés de cabra, olhos de bode e chifres de boi, para trocar algumas palavrinhas.
Nada aconteceu. Ele não conseguiu nem vislumbrar aquele lugar quente, onde há pessoas gritando peladas no meio da lama ao lado de rios de fogo exalando o inebriante fedor do enxofre ao som das malévolas trombetas infernais anunciando a presença do Cão. Literalmente João se dá conta de que está perdido num sonho maluco. De repente tudo começa a ficar perturbador. Ele observa que não consegue sentir fome, sede, fadiga, tédio, absolutamente nada.
Algo acontece. Uma coceira de enlouquecer toma conta de suas costas, mas não existe corpo para coçar. Desesperado, João tenta acordar, de repente, um barulho ensurdecedor de algo que se assemelha ao som de uma furadeira lhe parece explodir os tímpanos.
- Pobre rapaz, tão jovem e morreu dormindo. Escuta o jovem cadáver, apavorado e sem saber de onde vem a voz diferente.
- Vamos doutora, abra logo o crânio dele, para darmos o laudo do acidente vascular cerebral à família.
O barulho começa a ficar ensurdecedor, enquanto João (que apenas consegue ouvir) grita para que desliguem o aparelho. Ele queria que o escutassem, assim saberiam que estava vivo. Mas ninguém o escutou.
Então, após um longo tempo, João começa a se acostumar a não existir, ou melhor, a ser apenas uma voz, literalmente na escuridão.
Artur Zingano Jr.
Tudo escuro. Simplesmente não existia nada, com exceção da voz de João, que ecoava como se estivesse numa caverna. Confuso, o rapaz tenta sentir seu corpo, mas não havia nada.
Ele não sabia exatamente o que acontecera.
Em sua última lembrança, João estava deitado na cama e antes de dormir havia visualizado o relógio de cabeceira, que marcava 3h em ponto.
Atormentado pelo fato de não existir e ao mesmo tempo escutar seus pensamentos em voz alta, João acredita estar sonhando de forma consciente. Ele resolve interagir.
- Já que é um sonho, vou esperar algo acontecer, vai vê eu morri e vou me encontrar com o criador - Pensa, empolgado com a idéia de visualizar deus numa espécie de “soneca consciente”.
Então, João ficou ali, à espera de deus, ouvindo apenas o eco de sua voz, pelo que parecia ser um longo período de tempo.
Esperou, esperou e nada de enxergar deus sentado numa grande poltrona de ouro, ao lado de dois dos seus melhores anjos da guarda - bancando os seguranças caso o réu tenha algum problema com a sentença divina.
Impaciente, começou a esbravejar palavrões impronunciáveis contra o todo poderoso. Tudo na expectativa de pelo menos encontrar o diabo, armado com o tridente, pés de cabra, olhos de bode e chifres de boi, para trocar algumas palavrinhas.
Nada aconteceu. Ele não conseguiu nem vislumbrar aquele lugar quente, onde há pessoas gritando peladas no meio da lama ao lado de rios de fogo exalando o inebriante fedor do enxofre ao som das malévolas trombetas infernais anunciando a presença do Cão. Literalmente João se dá conta de que está perdido num sonho maluco. De repente tudo começa a ficar perturbador. Ele observa que não consegue sentir fome, sede, fadiga, tédio, absolutamente nada.
Algo acontece. Uma coceira de enlouquecer toma conta de suas costas, mas não existe corpo para coçar. Desesperado, João tenta acordar, de repente, um barulho ensurdecedor de algo que se assemelha ao som de uma furadeira lhe parece explodir os tímpanos.
- Pobre rapaz, tão jovem e morreu dormindo. Escuta o jovem cadáver, apavorado e sem saber de onde vem a voz diferente.
- Vamos doutora, abra logo o crânio dele, para darmos o laudo do acidente vascular cerebral à família.
O barulho começa a ficar ensurdecedor, enquanto João (que apenas consegue ouvir) grita para que desliguem o aparelho. Ele queria que o escutassem, assim saberiam que estava vivo. Mas ninguém o escutou.
Então, após um longo tempo, João começa a se acostumar a não existir, ou melhor, a ser apenas uma voz, literalmente na escuridão.
Artur Zingano Jr.
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