terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Existo, logo não faço sentido

Da minha existência carrego o fardo de uma vida ébria
pensamentos aleijados que não se conseguem fazer valer
Da minha existência carrego a frustração de nunca ter me frustrado
a cegueira que anestesia a percepção de uma vida pífia
Da minha existência carrego a lamentação de algo que nunca virá
Estuprando pensamentos indefesos digo: isso nunca acontecerá...
Da minha existência levo cicatrizes que nunca percebi
diálogos sem fins que sempre chegaram a nada
Da minha existência observo que nunca existi
como num sonho apenas estive ali...

Artur Zingano Jr.

Um comentário: